Diabético Pode Comer Abóbora?

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Abóbora

O tratamento de algumas doenças exige que
o paciente altere ou tome mais cuidado com os seus hábitos alimentares. Uma das
condições que faz parte desse grupo é a temida diabetes.

Assim, ao ser diagnosticado com a diabetes, o paciente pode ficar com uma série de dúvidas a respeito do que pode e do que não pode comer. E entre esses questionamentos, um que pode aparecer é: será que o diabético pode comer abóbora?

A diabetes

Entretanto, antes de começarmos a analisar propriamente se o diabético pode comer abóbora ou não, vamos conhecer do que se trata essa doença?

A diabetes é definida como uma doença crônica em que o corpo não
produz o hormônio insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina
que possui. Esse hormônio é responsável por controlar a quantidade de glicose
no sangue e necessário ao corpo para que ele possa utilizar a glicose obtida
por meio da alimentação como fonte de energia.

Em um quadro de diabetes, a glicose não é usada apropriadamente e o seu nível fica alto, causando uma hiperglicemia. Entre os sintomas da doença, encontram-se: muitas idas ao banheiro, principalmente no período noturno, sensação de muita sede, maior cansaço do que o habitual, perda de peso sem tentar, coceira ou candidíase genital, cortes e feridas que demoram mais tempo para serem curados e visão borrada.

Ao apresentar esses sintomas, é fundamental procurar o médico para descobrir se tem ou não a condição e dar início ao tratamento adequado. Até porque a doença pode provocar uma série de complicações quando não é tratada.

Por exemplo, a permanência do quadro de hiperglicemia por longos
períodos pode causar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos do organismo.
Além disso, a diabetes pode trazer outras complicações como doença renal, danos
nos nervos, má circulação, formigamento, dor, fraqueza e perda de sensibilidade
nos pés e membros inferiores, pele seca, aparecimento de calos e problemas nos
olhos.

Mas a lista não termina por aí, a doença também pode causar a pressão arterial alta, o aumento das chances de ter um acidente vascular cerebral (AVC), a síndrome hiperosmolar não cetótica (SHNC, caracterizada por hiperglicemia, extrema desidratação e alteração no nível de consciência) e gastroparesia (demora no esvaziamento do estômago).

Tendo em vista todos esses riscos, é fundamental seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico. As informações são da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), da Associação Americana de Diabetes e do site Diabetes UK.

E então, será que o diabético pode comer abóbora?

Em artigo do site da SBD, a nutricionista e doutora em ciências da
nutrição, Marlene Merino, alertou que a primeira consulta com o nutricionista
deve acontecer logo depois do diagnóstico da diabetes para que a ansiedade em
relação à alimentação seja amenizada e posso ocorrer logo a melhora da
glicemia.

Ou seja, assim que receber a notícia de que tem diabetes, o paciente deve procurar logo a ajuda do nutricionista para saber como a sua alimentação deve ser a partir de então e tirar todas as dúvidas que possa ter, o que inclui se e como o consumo da abóbora deve ocorrer.

Ela explicou que a base da dieta para o diabético é a alimentação saudável, que considera todos os grupos de alimentos. Porém, Marlene ressaltou que o tratamento é individualizado e que a quantidade de comida consumida varia de acordo com o caso de cada paciente.

Dito isso, vale ressaltar que a abóbora é considerada um alimento saudável, graças ao fato de servir como fonte de uma série de nutrientes importantes para o nosso organismo funcionar corretamente.

Essa
lista inclui fibras,
proteínas, potássio, cobre, manganês, ferro, vitamina B1 vitamina B2, vitamina
B3, vitamina B5, vitamina B6, vitamina B9 (ácido fólico/folato), vitamina C,
vitamina E e vitamina K.

A contagem de carboidratos

De acordo com a Associação Americana de
Diabetes, a contagem de carboidratos é uma das diversas alternativas de dieta
para controlar os níveis de glicose (açúcar) no sangue dos diabéticos,
utilizada com mais frequência por pessoas que tomam insulina duas vezes ou mais
a cada dia.

O método envolve contar a quantidade em gramas de carboidratos de cada refeição, combinando com a dose de insulina. Segundo a instituição, com o equilíbrio correto da prática de atividades físicas e do uso de insulina, a contagem de carboidratos pode auxiliar a controlar as taxas de glicose no sangue.

Entretanto,
a Associação Americana de Diabetes ressaltou que a quantidade de carboidratos
que cada diabético pode consumir em cada refeição deve ser definida em conjunto
com o médico responsável pelo tratamento.

A abóbora não é um alimento rico em carboidratos, principalmente se for consumido em porções moderadas. Alimentos com um pouco de carboidratos podem aparecer nas refeições dos diabéticos, porém, sem grandes exageros.

Segundo
encontramos, 100 g de abóbora moranga contêm 7,15 g de carboidratos, enquanto uma xícara do
alimento apresenta 8,22 g do nutriente.

Uma porção com 100 g da abóbora moranga cozida carrega
6 g de carboidratos, ao mesmo tempo em que uma escumadeira com o alimento
picado possui 4,2 g de carboidratos.

Por sua vez, 100 g da abóbora cabotiá contêm aproximadamente 12,2 g de carboidratos, enquanto uma xícara do alimento traz em torno de 14,2 g de carboidratos.

Ou seja, o modo de consumo da abóbora dentro da
refeição do diabético também pode variar de acordo com o limite de carboidratos
estabelecidos pelo médico e o nutricionista para cada refeição do paciente.

Como esse limite é diferente para cada paciente, o diabético precisa consultar o médico e o nutricionista para entender como pode utilizar a abóbora em suas refeições.

Fonte de fibras

Já vimos acima que a abóbora é fonte de fibras. Pois bem, partes das fibras das abóboras são fibras solúveis, que podem tornar mais lento o esvaziamento do estômago e a liberação de açúcar na corrente sanguínea, o que ajuda a evitar picos nos níveis de açúcar no sangue.

Síndrome metabólica

Conforme a nutricionista Kerri-Ann Jennings, a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno, como é o caso da abóbora, pode auxiliar a diminuição do risco de desenvolvimento da síndrome metabólica.

“A síndrome metabólica é um aglomerado de
sintomas associados à obesidade abdominal. Isso inclui pressão arterial alta,
mau controle de açúcar no sangue e níveis elevados de triglicerídeos – fatores
que aumentam o seu risco de doença no coração e diabetes”, explicou Jennings.

Atenção

Este artigo serve unicamente para informar
e jamais pode substituir as recomendações médicas para o tratamento e a dieta
da diabetes. Portanto, antes de tomar qualquer decisão a respeito do consumo da
abóbora ou qualquer outro alimento, o diabético precisa consultar seu médico ou
nutricionista.

Lembrando que diferentes pessoas têm
diferentes quadros da doença, o que faz com que seu tratamento e dieta tenham
as suas próprias particularidades e exijam cuidados individualizados.

Além disso, ressaltamos que abordamos
somente a abóbora neste artigo e não nos referimos a receitas com o alimento
como doces e tortas, que levam diversos outros ingredientes, cheios de
carboidratos e açúcar, e resultam em um perfil nutricional bem diferente que o
vegetal fornece quando consumido sozinho.

Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que o diabético pode comer abóbora? Já foi diagnosticado com a condição? Comente abaixo!

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