Sensibilidade à Insulina – O Que é, Sintomas e Como Aumentar

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Sensibilidade a insulina

A insulina é muito importante para as pessoas, pois é ela quem extrai a glicose presente no sangue e a queima nas células, transformando em energia ou glicogênio. Ela também serve para prevenir a toxicidade hiperglicêmica nos neurônios, células pancreáticas, paredes arteriais, à geração de níveis excessivos de espécies reativas de oxigênio, promove a síntese de proteína muscular, ajuda a aumentar a hipertrofia principalmente após o treino e inibe a quebra de gordura corporal em ácidos graxos para a produção de energia.

Embora o bloqueio de ácidos graxos na gordura corporal possa parecer algo ruim, não há evidências de que a insulina seja ruim, pois a lipólise é temporariamente atenuada para que as pessoas possam queimar ou guardar a glicose.

O corpo oscila entre a queima de gordura e a queima de glicose, alternando quando necessário as fontes de combustível, porém é claro que, quando a insulina está elevada, as pessoas não queimam nenhuma gordura, e isso ocorre quando há sensibilidade à insulina.

O que é sensibilidade à insulina

A sensibilidade à insulina é a sensibilidade do corpo aos efeitos deste hormônio. Uma pessoa que é sensível à insulina precisará de quantidades menores deste hormônio para conseguir baixar os níveis de glicose no sangue.

Ser resistente à insulina é um sinal de que o corpo está tendo dificuldade em metabolizar a glicose, o que pode indicar outros problemas de saúde, como altos níveis de colesterol e pressão alta, além de causar problemas para pessoas com diabetes tipo 1 principalmente em crianças pequenas.

Essa condição varia de pessoa para pessoa e quando ocorre, é
necessário se consultar com um médico para que ele possa realizar exames e
assim determinar se um indivíduo é sensível ou não à insulina.

Porque a sensibilidade à insulina é importante?

Baixa sensibilidade à insulina pode levar a uma variedade de problemas de saúde, pois o corpo tentará compensar essa sensibilidade produzindo mais insulina. Porém, um alto nível de insulina (hiperinsulinemia) está associado a danos nos vasos sanguíneos, doenças cardíacas, pressão alta, insuficiência cardíaca, osteoporose, obesidade e câncer.

Períodos de estresse e doenças podem induzir períodos de curto prazo de redução desta sensibilidade. Na maioria dos casos, a pessoa se recupera assim que a doença ou estresse tenha passado. Para pessoas com diabetes tipo 1, ter alta sensibilidade pode aumentar o risco de hipoglicemia.

A atividade física é bastante conhecida por ter efeitos de
sensibilização à insulina, e isso também pode apresentar um maior risco de
hipoglicemia para pessoas em uso de insulina e outros medicamentos que podem
induzir esta condição.

Os efeitos de sensibilidade à insulina devido aos exercícios físicos às vezes podem durar até 48 horas, e neste caso, é importante estar ciente do risco de hipoglicemia.

Diferentes tipos de sensibilidade à insulina

Existem três diferentes tipos, são eles:

  1. Sensibilidade periférica à insulina: É a maneira como as células do corpo são aceitas pelos músculos e gorduras para absorver a glicose quando estimulada pela insulina ou por si só. Essa é a condição mais comum de resistência a este hormônio.
  2. Sensibilidade à insulina hepática: Está ligado ao processo de gliconeogênese (produção de novo açúcar no sangue).
  3. Sensibilidade à insulina pancreática: Está relacionado ao funcionamento real das células que começam a produzir insulina – as células beta. Se essas células não estiverem funcionando adequadamente, pode-se desenvolver a resistência.

Sintomas da sensibilidade à insulina

A sensibilidade à insulina não apresenta nenhum sintoma. Eles apenas aparecem quando essa condição leva a efeitos secundários, como por exemplo níveis mais elevados de açúcar no sangue – hiperglicemia.

Quando isso ocorre, a pessoa poderá sentir sintomas como cansaço, fome, dificuldade de concentração, ganho de peso principalmente na área abdominal, pressão alta e níveis elevados de colesterol.

Como aumentar a sensibilidade à insulina

Para aumentar a sensibilidade à insulina, você pode fazer as seguintes mudanças em seu estilo de vida.

1. Dormir mais

Em um estudo com 16 pessoas saudáveis que não dormiam o suficiente, os participantes tiveram que dormir uma hora a mais por dia durante seis semanas. Como resultado, essa hora extra de sono levou ao aumento da sensibilidade à insulina.

2. Praticar mais exercícios físicos

Em um estudo com 55 adultos saudáveis que tiveram que participar de um programa de exercícios físicos por 16 semanas, os pesquisadores descobriram uma associação entre o aumento dos níveis de atividade física e a melhora da sensibilidade à insulina. O resultado foi dependente da dose, o que significa que quanto mais os participantes se exercitaram, mais a sensibilidade à insulina aumentou.

3. Combinar diferentes tipos de exercícios

Os resultados de uma pesquisa
sugeriram que certos tipos de exercícios físicos podem aumentar a sensibilidade
à insulina mais do que outros. Os autores descobriram que a combinação de
exercícios aeróbicos com treinamento de força foi particularmente eficaz tanto
para pessoas com e sem diabetes, e por isso, os autores da pesquisa recomendam:

  • Pessoas sem diabetes devem praticar pelo menos 30 minutos de exercício cinco vezes por semana. Estes exercícios devem incluir aeróbicos de alta intensidade três vezes por semana e treinamento de força em todos os principais grupos musculares duas vezes por semana.
  • As pessoas com diabetes tipo 2 devem fazer pelo menos 30 minutos de exercícios cinco vezes por semana que devem ser exercícios aeróbicos de intensidade moderada e de longa duração três vezes por semana e treinamento de resistência de alta repetição em todos os principais grupos musculares duas vezes por semana.
  • Pessoas com diabetes tipo 2 e mobilidade limitada devem fazer o máximo de exercício que conseguirem, incluindo exercícios aeróbicos e treinamento de resistência de baixa intensidade em todos os principais grupos musculares três vezes por semana.

4. Ingerir mais fibras solúveis

A fibra solúvel é um tipo de fibra alimentar que vem das plantas. Embora essa fibra seja um tipo de carboidrato, o corpo não consegue decompô-la adequadamente, e como resultado, elas acabam não contribuindo para gerar picos de glicose no sangue.

A fibra solúvel também retarda o
esvaziamento gástrico, que é o tempo em que uma refeição demora para sair do
estômago e entrar no intestino delgado.

Um estudo sugere que esse atraso pode ajudar a reduzir os níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes tipos 2 após as refeições. Outro estudo sugere que comer mais fibras solúveis pode ajudar a reduzir a resistência à insulina em mulheres saudáveis.

5. Menos carboidratos, mais gorduras insaturadas

Pesquisas recentes sugerem que a substituição de carboidratos por gorduras insaturadas pode melhorar a sensibilidade à insulina em algumas pessoas. Um estudo investigou os efeitos de diferentes dietas sobre a sensibilidade à insulina em adultos com pressão alta, o que é um fator de risco para diabetes tipo 2. Os pesquisadores concluíram que manter uma dieta pobre em carboidratos e rica em gorduras insaturadas por 6 semanas pode melhorar a sensibilidade à insulina.

O mesmo estudo também sugere que
esta dieta foi mais eficaz em melhorar essa condição do que uma dieta rica em
carboidratos ou uma que os substitui por proteínas.

Uma revisão feita sobre 102 estudos
concluiu que a substituição de carboidratos e gorduras saturadas por gordura
poli-insaturada pode melhorar a regulação do açúcar no sague.

Benefícios de aumentar a sensibilidade à insulina

Ao aumentar a sensibilidade à insulina, você sentirá uma grande diferença em seu corpo em relação a como a insulina funciona. Por exemplo, se você toma insulina diariamente, ter a sensibilidade aumentada poderá ajudá-lo a tomar doses menores.

Muitas pessoas com diabetes tipo 2 foram capazes de reduzir e até mesmo abandonar a medicação que tomavam para tratar o diabetes, e também tiveram perda de peso e aumento da sensibilidade à insulina.

Referências
Adicionais:

Você tem ou conhece alguém que tenha baixa sensibilidade a insulina? Como o médico recomendou aumentá-la? Comente abaixo!

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